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[[Site-specific installation for CEAC Xiamen, China///Instalação site-specific no CEAC Xiamen, China]]
[[Natural latex strings, tension, space, friction.///Tubos de latex natural, tensão, espaço e fricção]]
[[Room dimensions: 6.80 × 6.70 m///Dimensões da galeria: 680cm x 670cm]]
[[Developed during a one-month residency in Xiamen—where temperatures hovered around 35°C and humidity reached 85%—During the Exhibition the Gallery Will Be Closed transforms the gallery into an obstructed field. A network of rubber lines stretches across the space in all directions, creating a sense of visual opacity or inaccessibility. Yet the visitor is invited to enter, to feel the resistance of space not through sight, but through movement. In this work, the gallery ceases to be a space and becomes a medium—an elastic field of restriction and navigation. In dialogue with phenomenological perspectives, the installation suggests that space only fully reveals itself through embodied experience. The obstacle is no longer external: it becomes an extension of perception itself.
As part of an ongoing investigation into tropical materiality, the work responds to the invisible forces that shape how art is produced, exhibited, and experienced in hot and humid environments. In such contexts, obstruction is not merely a metaphor: it becomes atmospheric, corporeal, and procedural. The installation resists the clarity and neutrality often expected of exhibition architecture, opting instead for density, friction, and embodied navigation. It suggests that in climates of excess, perception must adapt—must move differently. What is denied may still be accessed. Resistance is not the end of meaning, but its liminal condition.///Desenvolvida durante uma residência de um mês em Xiamen — com temperaturas em torno de 35°C e umidade de 85% — During the Exhibition the Gallery Will Be Closed transforma a galeria em um campo obstruído. Uma rede de linhas de borracha tensiona o espaço em todas as direções, criando uma sensação de opacidade visual ou inacessibilidade. Ainda assim, o visitante é convidado a entrar, a sentir a resistência do espaço não pela visão, mas pelo deslocamento. Nesta obra, a galeria deixa de ser um espaço e se torna um meio — um campo elástico de restrição e navegação. Em diálogo com perspectivas fenomenológicas, a instalação propõe que o espaço só se revela plenamente por meio da experiência encarnada. O obstáculo já não é externo: é uma extensão da própria percepção.
Como parte de uma investigação voltada à materialidade tropical, a obra responde às forças invisíveis que moldam a maneira como a arte é produzida, exibida e experienciada em ambientes quentes e úmidos. Nesses contextos, a obstrução não é apenas metáfora: torna-se atmosférica, corporal e processual. A instalação resiste à clareza e à neutralidade frequentemente esperadas da arquitetura expositiva, optando por densidade, fricção e navegação encarnada. Sugere que, em climas de excesso, a percepção precisa se adaptar — mover-se de outro modo. Aquilo que é negado ainda pode ser acessado. A resistência não é o fim do sentido, mas sua condição liminar.]]