



























































IF/THEN [WELCOME]
Site-specific [[for Flexspace A, CICA Museum, South Korea///para o Flexspace A, museu CICA, Coreia do Sul]] (2025)
[[Natural latex, shells, seeds, fish collagen, glass, steel, magnets, and liquin./// Látex natural, colágeno de peixe, conchas, sementes, vidro, aço, ímãs e liquin.]]
750 x 670 cm / 295 x 263 inches
[[The work draws on the conditional logic of programming — if/then — to reflect on the silent rules that shape how bodies move through social and institutional spaces. Welcome is rarely unconditional; it follows invisible algorithms of belonging and exclusion, aligning gestures with predetermined outcomes. What appears fluid is often sustained by a rigid structure, in which the social code operates through a predefined if/then, erasing the possibility of “it depends.”
In IF/THEN [WELCOME], material processes disrupt that certainty. Natural latex, fish collagen, shells and seeds resist algorithmic order. Against the restraint of the glass skin, they soften, melt, overflow, and drip under the weight of humidity and time. The system responds to its surroundings: the absence of natural light, the damp and stagnant air, the site’s isolation — and becomes a record of slow transformation. It offers an unstable image, without beginning or end, a presence that is always provisional.
What unfolds is not resolution but passage. A porous system in which contingency ceases to be an obstacle and becomes method, where transformation turns into form. Against the backdrop of surfaces polished to perfection, the work leans toward what dissolves, toward what refuses permanence. It does not ask to be decoded; it invites inhabitation, as an environment of shifting variables, an uncertain space. Always in flux.///A obra parte da lógica condicional da programação — if/then — para refletir sobre as regras silenciosas que moldam o modo como os corpos se movem pelos espaços sociais e institucionais. O acolhimento raramente é incondicional; ele segue algoritmos invisíveis de pertencimento e exclusão, alinhando gestos a desfechos pré-determinados. O que parece fluido muitas vezes é sustentado por uma estrutura rígida, na qual o código social opera em um if/then previamente definido, anulando a possibilidade do “depende”.
Em IF/THEN [welcome], os processos materiais interrompem essa certeza. Látex natural, colágeno de peixe, conchas e sementes resistem à ordem algorítmica: à revelia da pele de vidro, amolecem, derretem, transbordam, pingam e se desfazem sob o peso da umidade e do tempo. A obra responde ao ambiente: a ausência de luz natural, o ar úmido e parado, o isolamento do lugar — e se torna registro de uma transformação lenta. Nos oferece uma imagem instável, sem começo nem fim, uma presença sempre provisória.
O que se apresenta não é resolução, mas passagem. Um sistema poroso, no qual a contingência deixa de ser obstáculo e passa a ser método, onde a transformação se converte em forma. Contra o pano de fundo de superfícies polidas até a perfeição, a obra se inclina para o que dissolve, para o que recusa a permanência. Convida a ser habitada, como um ambiente de variáveis móveis, espaço incerto. Sempre em fluxo.]]